A criação de uma Biblioteca especializada foi assumida pelo CEIPHAR a partir de 2004, com base num acervo de algumas centenas de obras, então depositadas no CIAAR – Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (Vila Nova da Barquinha). A articulação com o MAPSVT – Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo (Mação), que assinou um acordo internacional para a constituição de uma Biblioteca de Arte Pré-Histórica, colocou a perspectiva de criar uma Biblioteca especializada regional constituída por vários pólos.

Acesso à pesquisa online ( em actualização.. link disponivel em breve )

O objectivo da Biblioteca é o de vir a integrar, potencialmente, a totalidade da bibliografia específica de arqueologia e património do Alto Ribatejo, assumindo tal objectivo uma expressão supra-regional em temáticas cuja expressão académica nacional é prioritariamente assegurada pelos programas de investigação e pós-graduação do Instituto Politécnico de Tomar: Arte Pré-Histórica, Arqueologia Sul-Americana, Tecnologia Lítica, Gestão do Património Cultural. Considerou-se que havendo diversas bibliotecas de arqueologia e património no País, a presente Biblioteca deveria também especializar-se regionalmente. No entanto, precisamente porque no âmbito das referidas especialidades não existe nenhuma Biblioteca específica no País, decidiu-se que esta Biblioteca irá contribuir para suprir tal lacuna.

A Biblioteca tem a sigla BAR. Os pólos são identificados com a sigla da Biblioteca seguida da sigla do pólo: BAR/MC (Mação) e BAR/BQ (Barquinha).

Os pólos da BAR são, colectivamente, especializados nas temáticas de Arqueologia, Arte Pré-Histórica, Património Histórico e Etnográfico. Os diferentes pólos constituem-se, para os utentes, como uma só Biblioteca especializada, com diversas “localizações”, com um único catálogo e sistema global de gestão. Desta forma, o termo Biblioteca, quando utilizado no presente manual, diz respeito ao conjunto da rede.

Fazem actualmente parte deste conjunto dois pólos: o do MAPSVT – Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo (adiante designada por pólo de Mação); o do CIAAR – Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (adiante designada por pólo da Barquinha). Como se referiu anteriormente, a Biblioteca adopta a sigla “BAR” (Biblioteca do Alto Ribatejo) e os pólos são indicados com a sigla da Biblioteca seguida da sigla do pólo: “BAR/MC” e “BAR/BQ”.

Em função do público potencial e da natureza especializada que possui, a Biblioteca é de consulta directa, com algumas excepções, e tem uma estrutura lógica que decorre da temática de especialização (condicionada pela natureza das obras). Não se admitirão leituras domiciliárias, e não serão incorporados livros em duplicado, salvo notórias excepções (obras mais consultadas, de muito interesse para a região, ou vindas de bibliotecas legadas). A Biblioteca pretende constituir-se como um local de frequência regular, fidelizando um público de utentes que a escolham como normal local de estudo, e que nela encontrem um acervo de referência.

Cada pólo terá uma valência temática mais importante, que o distinguirá dos outros. Na gestão dos fundos bibliográficos, há uma articulação da política de aquisições.

Os livros serão depositados num dos pólos segundo os seguintes critérios: as obras de Arte Pré-Histórica e de Arte Rupestre serão depositadas no pólo de Mação, independentemente do seu proprietário, excepto no caso de obras integradas em legados que tenham mencionado, explicitamente, o pólo a que se destinavam; as obras de Arqueologia do Alto Ribatejo serão depositadas no pólo de Barquinha, independentemente do seu proprietário, excepto no caso de obras integradas em legados que tenham mencionado, explicitamente, o pólo a que se destinavam; as restantes obras que sejam propriedade de instituições sediadas em Barquinha ou Mação serão depositadas nos pólos respectivos; as outras obras serão depositadas no pólo que for proposto pelo proprietário; se não existir proposta, a decisão será tomada pela responsável da Biblioteca.

A gestão dos acervos faz-se através de diversos instrumentos, entre os quais o programa de catalogação Bibliobase, que faculta um fácil acesso dos utentes ao catálogo.